Fauna

Alforreca (Rhopilema esculenta kishinouye)

Inofensivo celenterado, também chamado medusa, a alforreca ocasionalmente percorre as águas costeiras,
podendo provocar irritações cutâneas sem gravidade em contacto com a pele humana.
 
Andorinha-do-mar-anã (Sterna Albifrons)
Ave migradora que no Inverno permanece na África Ocidental e do Sul, a andorinha-do-mar-anã nidifica no litoral português, sobretudo na costa algarvia.

Alimenta-se de peixe e mergulha para capturar as suas presas.

Tem asas e bico afilados e, geralmente, cauda bifurcada, apresentando entre 20 e 50 cm de comprimento e coloração preta e branca.
 
Camaleão (Chamaeleo chamaeleon)


 
A introdução do Camaleão na Península Ibérica ocorreu nos finais do séc. XIX, fruto das deslocações de pescadores entre o sul peninsular e o Norte de África, tornando-se então mais abundante junto das comunidades humanas, onde proliferam os insectos. 


Mede entre 20 a 25 cm e é ovíparo, colocando entre 9 a 30 ovos, enterrados na areia, perto das raízes do piorno. Durante o Inverno hiberna numa toca cavada no solo arenoso junto de uma raiz grossa, de onde sai na Primavera, altura em que eclodem os ovos.


Os camaleões camuflam-se nas ramagens e a sua pele é composta por camadas de diversos pigmentos, permitindo a variação de cor através dos cromatógrafos (células cutâneas) em função da temperatura ambiente, do local onde se encontram e do estado de ânimo.


Apesar de locomoção lenta é um caçador veloz, conseguindo uma rotação dos olhos em 180 graus (estereoscopismo), facilitando a visualização da presa.

Os movimentos independentes dos olhos permitem ter uma dupla perspectiva, que facilita a previsão dos movimentos do insecto.

Feito o enquadramento necessário, lançam a sua implacável língua.

Quando se enfrentam, os machos representam agressividade mas, à falta de dentes, empurram-se.

É proibida a sua captura, segundo a Convenção de Berna.

 Cão de água

Para alguns autores, o Cão de Água apareceu inicialmente no Golfo Pérsico de onde se viria a espalhar por todo o litoral mediterrâneo graças aos Fenícios, povo de navegadores e comerciantes.

Outra perspectiva aponta, no entanto, para o sudoeste do território hoje ocupado pela Alemanha, de onde partiram os Iberos em direcção à Irlanda, Gales, Britânia e Península Ibérica.


O Cão de Água foi durante muitos séculos utilizado nos barcos de pesca como auxiliar dos pescadores, graças à sua magnífica aptidão natatória e à capacidade de mergulho até alguns metros de profundidade, cabendo-lhe recuperar o peixe que caía no içar das redes.
 
Flamingo (Phoenicopterus ruber)

Ave com patas e pescoço muito compridos, o Flamingo pertence à família Phoenicopteridae, da ordem Phoenicopteriformes.

O maior elemento da família é o Phoenicopterus ruber, que se encontra principalmente em África, nas Caraíbas e América do Sul, com uma plumagem de coloração rosada e uma altura de 1,25 m.

Examinam o lodo em busca de alimento com o bico curto, grosso e curvo, constituindo colónias em que os indivíduos fazem o ninho em montículos de lodo de forma cónica, com uma pequena reentrância para os ovos na parte superior.

Em Portugal, esta espécie pode ser observada em grande número nos meses de Outono, se bem que as aves não reprodutoras por cá permaneçam durante todo o ano.

O Sapal de Castro Marim, no estuário do Guadiana, é uma das áreas mais frequentadas por esta espécie, a par dos estuários do Tejo e do Sado.
 
Ostra (Ostrea rivularis)

Espécie de molusco bivalve pertencente à família Ostreidae, com uma das valvas plana e a outra côncava, unidas entre si por um ligamento elástico.

O manto que reveste a concha interiormente, protege a parte interior do corpo, que inclui os orgãos respiratório, digestivo e reprodutor.


As ostras modificam o género sexual anualmente (ou até com mais frequência) e as fêmeas podem pôr até um milhão de ovos durante um só período de reprodução, o que facilita muito a sua criação em viveiros.

Esta espécie tem hoje um grande valor gastronómico que, segundo registos, já era conhecido no tempo dos Romanos.