Alfarrobeira (Ceratonia siliqua)
Pequena árvore ou arbusto mediterrânico que pode atingir 10m de altura mas que, em geral, forma árvores pequenas, a alfarrobeira tem um tronco curto e irregular, com ritidoma quase liso e acinzentado.
O fruto é uma vagem comprida, quase preta, carnuda e comprimida, de 10 a 25cm de comprimento.
A alfarrobeira surge em climas quentes e suaves, ao longo do litoral do Mediterrâneo, em solos secos e pedregosos, principalmente calcários. Pensa-se que seja originária do Mediterrâneo oriental, tendo sido introduzida na península Ibérica pelos árabes. O fruto de polpa doce tem valor alimentar e utiliza-se como espessante na confecção de produtos alimentares e medicamentos. A semente, grossa e dura, foi em tempos usada como medida de peso (carate) pelos joalheiros e ourives.
Amendoeira (Prunus dulcis)

Árvore de folha caduca com tronco rugoso e folhas lanceoladas, a Amendoeira caracteriza-se pelas suas belas flores, brancas ou rosa-pálido, que aparecem no início de cada ano, criando um cenário de grande beleza.
O fruto, a amêndoa, é uma drupa, cuja parte carnuda seca e endurece, formando a casca que envolve a parte comestível.
Originária da Ásia Ocidental e Norte de África é cultivada sobretudo na região mediterrânica e na Califórnia, já que é o clima suave que permite a sua floração precoce. Das duas variedades de amendoeira resultam dois tipos de fruto: a amêndoa amarga, que contém o ácido prússico ao qual as amêndoas devem o seu odor característico, emprega-se em medicina e no fabrico de licor; e a amêndoa doce, utilizada em confeitaria e na fabricação de óleo e lubrificantes.
Esteva (Cistus ladanifer)
A Esteva, que pode atingir os 2 metros de altura, apresenta folhas opostas, coladas na base, compridas e estreitas, impregnadas de ládano, uma substância pegajosa que lhes confere um aspecto brilhante, sobretudo quando jovens. As flores são grandes, com 5 pétalas brancas, por vezes com manchas escuras na base. O fruto é uma cápsula globosa contendo inúmeras sementes. Aparece em sítios secos e ensolarados de todo o Mediterrâneo, em solos ácidos, de granitos e xistos. A sua área de distribuição é semelhante à da azinheira, sendo uma espécie muito frequente nos azinhais da serra algarvia e do Baixo Alentejo. A madeira é usada para lenha e os seus ramos e folhas são queimados para curar enchidos. O ládano é usado em perfumaria, como fixador de perfumes.
Retama (Lygos monosperma)
Espécie vegetal cada vez menos abundante, com suporte essencialmente dunar. O seu desaparecimento pode causar a extinção de outras espécies, como o camaleão.