Dia da Fundação da Cidade - 13 de Maio

Foi em 1774, a 13 de Maio, que por ordem de Marquês de Pombal, ministro de D. José I, nasceu a vila pombalina.
Adorado, detestado, invejado, temido ou respeitado, Sebastião José de Carvalho e Melo, elevado por El-Rei D. José I a Conde de Oeiras em 1759, e a Marquês de Pombal em 1770, é, efectivamente, o progenitor da nossa actual cidade, controvérsias à parte.

Fundada em 1774, a cidade foi construída em menos de dois anos sobre o areal (na época deserto) junto à foz do Guadiana.

Vila Real de Santo António é hoje uma cidade virada para o comércio e o turismo, tendo o privilégio de se encontrar na Foz do Guadiana.

O traçado geométrico da arquitectura pombalina que fez nascer a cidade, constitui hoje a sua principal área comercial. As ruas confluem para a Praça Marquês de Pombal, com um obelisco central e quatro torreões pombalinos a marcar-lhe os vértices, onde se encontram os edifícios da Câmara Municipal e da Igreja Matriz.

Na marginal do Guadiana, a zona histórica é delimitada por outros dois torreões, simetricamente distribuídos em relação ao edifício da alfândega.

Integrado nas comemorações da fundação de Vila Real de Santo António, a 13 de Maio, realiza-se na cidade pombalina, o Cortejo Histórico e Etnográfico.

A cidade regressa aos séculos XVIII, XIX e XX, através deste cortejo, que tem como objectivo principal, proporcionar à comunidade a vivência de quadros alusivos ao passado de Vila Real de Santo António, com alguma “Liberdade Histórica”.

Neste evento, o destaque vai principalmente para a realidade local, mas também para figuras-tipo da realidade regional e nacional.

No quadro do século XVIII, a figura principal é o Marquês de Pombal, obreiro da fundação da vila, que visita a Praça Marquês de Pombal num coche, réplica daquele tempo, ladeado pela sua guarda de honra e seguido por uma comitiva de damas e nobres.

O quadro completa-se com o desfile das gentes do povo com os seus instrumentos de trabalho e os seus produtos e a presença de elementos da Igreja da época em questão.

O quadro do século XIX realça a sociedade burguesa, com diversos trajes de damas e cavalheiros, adequados às diferentes situações económicas existentes dentro da burguesia e a presença de uma bruxa e alguns intelectuais que marcaram este século, como Almeida Garrett, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco e Alexandre Herculano.

Quadro do Séc. XX relembra "tempo da outra Senhora"

O quadro do século XX é o mais vasto, retratando quer a realidade rural, quer a urbana e os diferentes grupos sócio-económicos daquele tempo, com destaque para as conserveiras, os pescadores, as criadas de casa e as figuras típicas da vila.

A Escola Primária dos anos 60 é também admiravelmente reconstituída, não faltando as carteiras, as crianças de bibes brancos, os retratos de Salazar e Carmona e até a professora e a sua temível régua.

O Cortejo Histórico percorre várias ruas da cidade e culmina na Praça Marquês de Pombal, com venda de produtos artesanais.

A animação musical é também uma constante no local. Em 2006, coube ao grande fadista Carlos do Carmo encerrar a Festa, num espectáculo que levou "casa cheia" à Praça Marquês de Pombal.

O caso não foi para menos, dado que a última vez que o fadista por cá passou tinha sido há mais de 30 anos.

cortejo historico