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Bandeira Azul

O que é o Programa Bandeira Azul da Europa?

A Campanha da Bandeira Azul da Europa iniciou-se à escala europeia, em 1987, integrada no programa do Ano Europeu do Ambiente. Esta iniciativa da Fundação para a Educação Ambiental (FEE), com o apoio da Comissão Europeia, tem como objectivo, elevar o grau de consciencialização dos cidadãos em geral, e dos decisores em particular, para a necessidade de se proteger o ambiente marinho e costeiro e incentivar a realização de acções conducentes à resolução dos problemas aí existentes.

A Campanha apresenta três vertentes: praias, portos de recreio e embarcações de recreio, tendo como instrumento o galardão "Bandeira Azul da Europa". O galardão é atribuído anualmente às praias e portos de recreio que cumpram um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes e de informação e sensibilização ambiental. A nível internacional, a Bandeira Azul da Europa é reconhecida como um eco-label, designadamente pela Comissão Europeia e pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente, estando em curso negociações para a sua adopção por países de outros Continentes. A estrutura de funcionamento da Campanha em Portugal, assim como o seu processo de decisão assenta na colaboração entre entidades públicas e privadas com responsabilidades ou interesses nas praias.

Este galardão, válido por uma época balnear, é voluntário ou seja, cabe às entidades locais apresentarem ou não a sua candidatura anual.

Quais os Requisitos para que uma Praia tenha Bandeira Azul?

A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade ambiental atribuído anualmente às praias e marinas que se candidatam e que cumpram um conjunto de critérios.

Os Critérios do Programa Bandeira Azul estão divididos em 4 grupos:

I. Informação e Educação Ambiental (1-6);
II. Qualidade da Água (7-11);
III. Gestão Ambiental e Equipamentos (12-25);
IV. Segurança e Serviços (26-32).

Para conhecer em pormenor os critérios aceda aqui: Critérios bandeira azul

 

 Historial Bandeira Azul

 

Bandeira Azul 2019

 

 

De acordo com as Nações Unidas, cerca de 80% do lixo marinho tem origem em atividades desenvolvidas em terra e, todos os anos, entre 1.15 e 2.41 milhões de toneladas de lixo chegam ao oceano através dos rios.

Os rios percorrem longas distâncias e ligam quase todas as superfícies terrestres ao oceano, o que faz deles um dos mais importantes campos de batalha na luta contra a lixo marinho. De acordo com o Dr. Christian Schmidt, um dos autores do estudo do Helmholtz Centre for Environmental Research, está provada a ligação entre a quantidade de plástico que chega aos oceanos e o número de resíduos produzidos ao longo do leito dos rios, sobretudo devido à elevada densidade populacional das áreas envolventes e à insuficiência dos sistemas de tratamento de resíduos.

O Lixo Marinho é qualquer material sólido descartado, persistente, manufaturado ou processado, eliminado, abandonado ou perdido no ambiente marinho e costeiro, incluindo materiais transportados para o ambiente marinho pelos rios, através dos sistemas de drenagem e de tratamento de águas residuais ou do vento; tem origem em diferentes fontes terrestres e marítimas e a sua tipologia tem por base os padrões de consumo predominantes. Do lixo marinho fazem parte uma vasta gama de materiais, incluindo plástico, metal, madeira, borracha, vidro e papel, no entanto, os estudos têm demonstrado que cerca de 80% é plástico.

O Lixo Marinho e, em particular, a acumulação de plástico, tem vindo a ser identificado como um dos maiores problemas globais dos nossos tempos. O lixo pode ser transportado pelas correntes dos oceanos, desde a sua origem até longas distâncias, e pode ser encontrado em todos os compartimentos marinhos, mesmo em zonas remotas, tais como ilhas desertas no meio do oceano ou no mar profundo. O lixo marinho tem uma vasta e adversa gama de impactos, quer para a fauna e flora marinhas, quer a nível social, económico e de saúde.

Em 2019, o desafio do Programa Bandeira Azul é continuar a sensibilizar para o facto do lixo marinho ter origem em atividades terrestres, para as consequências dos comportamentos humanos e para o papel dos rios enquanto ponte de ligação entre terra e mar.

(ABAE)


Sabia que:

- Cerca de 80% do lixo marinho tem origem em atividades desenvolvidas em terra.
- Chegam ao oceano cerca de 2 milhões de toneladas de lixo através dos rios.
- Cerca de 80% do lixo marinho é plástico.
- As baleias e os pássaros podem morrer por asfixia ou de fome porque a ingestão de plástico bloqueia o seu aparelho digestivo.
- Cerca de 267 espécies marinhas estão ameaçadas pelo plástico.
- O Oceano Pacífico é o mais poluído do mundo e o plástico aí existente é 6 vezes superior à vida marinha.
- Os microplásticos resultam da fragmentação de plásticos (garrafas, embalagens ou brinquedos) em pequenas partículas com um tamanho máximo de 5mm.
- Os microplásticos já entraram na cadeia alimentar dos animais mais pequenos e fazem a sua escalada até ao topo, chegando aos  humanos.

Plano Nacional Vigilância da Bandeira Azul (PNVBA), este projeto consiste na verificação, durante os meses de Julho e Agosto, por parte de jovens vigilantes, de um grupo de situações nas zonas balneares galardoadas com a Bandeira Azul (Envolvente, Apoios de Praia/Equipamentos, Areal, Informação/Educação Ambiental e Posto de Praia). Os jovens preenchem as Fichas de Visita às zonas balneares, devolvendo-as ao coordenador/monitor.

Principais objetivos do PNVBA:

- Fomenta a recolha de informação que permita uma melhor gestão das zonas balneares;
- Promove a caracterização das zonas balneares galardoadas;
- Estimula o contacto direto dos jovens com a natureza e melhora o conhecimento da realidade onde se inserem;
- Promove de modo saudável a ocupação dos tempos livres dos jovens com atividades de interesse coletivo;
- Contribui para a formação de cidadãos participativos;
- Sensibiliza o utilizador para a necessidade da preservação das zonas balneares e envolventes.

Deste programa de vigilância obtém-se informação com prontidão que, no caso de ocorrências anómalas, permite um rápido solucionamento dos problemas detetados no terreno.

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